quarta-feira, 12 de março de 2014
Aula Inaugural abordou o papel dos fiéis leigos na Igreja Pós Concílio Vaticano II. Curso está preparando para a formatura da primeira turma.
O Curso de Formação Teológica Luz e Vida da Paróquia São Sebastião, em Aperibé, esta na reta final para a formatura da primeira turma. Nesta semana aconteceu na terça feira (11) a aula inaugural com o Pe. Luiz Cláudio de Mendonça, da Paróquia São José do Ribeirão, Bom Jardim. Sacerdote da Diocese de Nova Friburgo, Pe. Luiz Cláudio já atuou nos Cursos de Teologia da Faculdade São Bento do Rio de Janeiro e no Seminário Diocesano de Nova Friburgo, onde lecionou nos cursos de Filosofia e Teologia, sendo ainda professor Instituto de Formação de Agentes de Pastoral em Friburgo e no Instituto de Teologia da Diocese Redemptoris Mater - formação de leigos e diáconos em Macaé e Rio das Ostras.
O Curso tem o papel de formar nos fiéis e agentes de pastorais a consciência de seu papel na Igreja e na sociedade. Desenvolvido em dois anos as aulas sempre as segunda feira abordaram disciplinas teológicas, mas sempre com a preocupação com a questão social, aliada a formação humana e teológica.
A formação dos leigos é de vital importância para a Igreja Católica nos dias atuais. “A formação dos leigos é fundamental para o exercício de sua Missão batismal de ensinar na Igreja, aliada a missão de santificar e de pastorear, conforme o tríplice múnus apontado no Concílio Vaticano II, na teologia do Sacerdócio dos fiéis. O documento do Concílio Apostolicam Actuositatem sobre o apostolado dos leigos ressalta esta fundamentalidade para a atividade eclesial dos fiéis em Cristo, na sua tarefa de iluminar as realidades sociais, políticas, econômicas e culturais, conforme a missão da Igreja acentuada em outro documento conciliar, a Gaudium et Spes.”, aponta Pe. Luiz Cláudio.
Na opinião do sacerdote após o Concílio Vaticano II ocorre uma mudança na a própria visão teológico-pastoral sobre os leigos, no sentido de que não são mais considerados como assistentes passivos da ação missionária da Igreja ou meramente auxiliares do múnus clerical, mas são concebidos numa identidade própria, com um múnus próprio, enraizado no próprio Sacerdócio de Cristo, exercendo pela sua própria vocação, a missão de santificar, celebrando o mistério de Cristo, ensinando e ministrando a Palavra no múnus profético e sendo corresponsável na gestão e pastoreio da Igreja.
“O leigo não é definido mais de forma negativa como "o que não é padre". Ou de forma somente relativa como "o que ajuda o padre". Leigo é aquele fiel em Cristo que tem natureza missionária definida como apóstolo de Cristo, discípulo com a missão específica de transformar a realidade do mundo em Reino de Deus, na assunção direta e imersão nos diversos ambientes da sociedade, nos vários âmbitos da cultua e ação humana.”, avalia Pe. Luiz Cláudio.
Pe. Luiz Cláudio aborda que a importância e protagonismo da missão dos leigos estão nos diversos documentos também das Conferências Episcopais Latinoamericanas (CELAM) , Desde Medellin , em 1968, acentuando a grande participação e responsabilidade dos leigos na reposta concreta da Igreja às realidades de injustiças , miséria e desigualdade social no continente latinoamericano .
“Isto se confirma em Puebla, em 1979, colocando a opção preferencial pelos pobres, como linha para a ação pastoral da Igreja. A missão dos leigos como transformadores destas injustiças, levando à libertação integral de todos os irmãos, à luz do Evangelho de Cristo.”, finaliza Pe. Luiz Cláudio.
Pe. Luiz Cláudio destaca ainda que a formação dos leigos nesta esteira sempre foi prioridade para uma atuação competente e adequada da missão pastoral. “Surgiu a experiência das comunidades eclesiais de base, aplicando o Concílio Vaticano II e as Conferências citadas. Muito cresceu no sentido do trabalho e da ação pastoral dos leigos na Igreja, em diversos grupos , associações , movimentos , pastorais, assembleias, planos pastorais , projetos pastorais sociais evangelizadores. Já dizia Paulo Vi que “não há verdadeira evangelização que não seja promoção Humana” com sua brilhante Evangelli Nintiandi.”, conclui o padre.
E finaliza citando o Papa João Paulo II com uma encíclica específica sobre os leigos , mostrando toda a síntese do Concílio e do ensinamento da Igreja: a Christifideles Laici. “O cristão fiel leigo com sua missão própria coopera com toda a Igreja , na comunhão com os ministros hierárquicos e ordenados , na complementariedade do Corpo da Igreja, teologia profunda da Lumem Gentium.”, finaliza.
Ricardo Gomes
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